Às Vésperas da Viagem para a Patagônia, a Passageira Ivanir Bertochi de Assis Concede Entrevista para a Folha de Londrina

Turismo 21.02.14 3413

A Folha queria saber como ela pretendia lidar com o câmbio. Confira a matéria completa a baixo:

Turistas trocam cartão por moeda para fugir do IOF

Agências de câmbio apontam que até 90% dos viajantes internacionais optam pelo dinheiro vivo para economizar até 6% em imposto  

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O aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para cartões ou cheques fez com que o londrinense trocasse os cartões de débito ou pré-pagos pela moeda em espécie, na hora de viajar ao exterior. A medida foi anunciada pelo governo federal no último 27 de dezembro e, pouco mais de um mês depois, representantes de agências de câmbio consultadas afirmam que até nove em cada dez viajantes passaram a preferir a compra de notas.

Apenas transações com cartão de crédito estavam submetidas à tarifa de 6,38% de IOF até o fim do ano. A taxa era de 0,38% para saques em moeda estrangeira ou compras pagas com cartões de débito, cartões pré-pagos, cheques de viagem e moeda em espécie, mas foi igualada à do cartão de crédito pelo governo. A expectativa, segundo o Ministério da Fazenda, é arrecadar R$ 552 milhões a mais por ano com a mudança.

Na tentativa de não perder mercado para o cartão pré-pago, algumas operadoras de câmbio passaram a oferecer desconto sobre o valor da cotação para recargas. No caso da Confidence Câmbio, o dinheiro de plástico custava de R$ 15 a R$ 20 e passou a ser fornecido gratuitamente ao cliente. Ainda, o preço da moeda chega a ser até R$ 0,05 menor para recarga do que para dinheiro em espécie.

Mesmo assim, a operadora teve 30% de queda na procura pelo cartão e aumento no mesmo percentual da compra em moeda. "O pré-pago vendeu bem a vida inteira. Se fala de IOF só de uns anos para cá, mas se esquece que o dinheiro de plástico dá mais segurança e comodidade", diz o diretor de negócios da Confidence, Fabio Agostinho.

Sem descontos, porém, a diferença pode chegar a R$ 150 entre as duas modalidades, na compra de US$ 1 mil e com uma cotação de R$ 2,50 por dólar. Por isso, a operadora de câmbio Solange Rodrigues viu cair as vendas da Alta Cash Travel de Londrina em cartões pré-pagos, que eram de 60% a 70% do total. "Com a alteração, até 90% das pessoas estão preferindo a opção em espécie."

O diretor comercial do Grupo Fitta, Luiz Ramos, faz um alerta. Ele diz que a redução na venda de dinheiro de plástico foi de 40% nas unidades da operadora, mas que a venda de moeda cresceu somente 25%. "Um motivo é que as pessoas deixaram o cartão pré-pago para usar o de crédito, que já está na carteira, mas outro é que pode ter aumentado o uso de moeda com origem no mercado não oficial", diz.

No caso, há risco para quem viajar com dinheiro na mala sem a declaração que comprove a origem. Conforme o site da Receita Federal, todo viajante que ingressa ou sai do Brasil com recursos em espécie, em moeda nacional ou estrangeira, em valor superior a R$ 10 mil, é obrigado a apresentar a Declaração Eletrônica de Bens de Viajante (e-DBV).

Segurança

Os representantes das operadoras consultadas são unânimes em apontar o cartão pré-pago como o mais vantajoso, principalmente por reduzir o risco em caso de roubos e por dar a comodidade de fazer recargas à distância, sem valores mínimos. Apesar da queda na procura, Agostinho diz que a modalidade continua a ser mais indicada para viagens longas ou de intercambistas, para grandes valores e para quem quer controlar os gastos. "No cartão de crédito, a pessoa recebe a fatura no fim do mês e, no pré-pago, já sabe quanto gastou", cita.

Eles também descartam o risco de faltar moeda em casas de câmbio ou de redução no consumo no exterior. "Os preços lá fora continuam mais atrativos e haverá apenas mudança no comportamento", diz o diretor do Grupo Fitta.

Fábio Galiotto
Reportagem Local
Fonte: Folha de Londrina - 02/02/2014

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